sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O Alienista

Simão Bacamarte é o protagonista, médico conceituado em Portugal e na Espanha, decide enveredar-se pelo campo da psiquiatria e inicia um estudo sobre a loucura e seus graus, classificando-os. Funda a Casa Verde, um hospício na vila de Itaguaí e abastece-o de cobais humanas. Passa a internar todas as pessoas da cidade que ele julgue loucas; o vaidoso, o bajulador, a supersticiosa, a indecisa etc. Costa, rapaz pródigo que dissipou seus bens em empréstimos infelizes, foi preso por mentecapto. A tia de Costa que intercedeu pelo sobrinho também foi trancafiada. O mesmo acontece com o poeta Martim Brito, amante das metáforas, internado por que se referiu ao Marquês de Pombal como o dragão aspérrimo do Nada. Nem D. Evarista, esposa do Alienista escapou: indecisa entre ir a uma festa com o colar de granada ou o de safira. O boticário,os inocentes aficcionados em enigmas e charadas, todos eram loucos. No começo a vila de Itaguaí aplaudiu a atuação do Alienista, mas os exageros de Simão Bacamarte ocasionaram um motim popular, a rebelião das cnajicas, liderados pelo ambicioso barbeiro Porfírio. Potf´rio acaba vitorioso mas em seguida compreende a necessidade da Casa Verde e alia-se a Simão Bacamarte. Há uma intervenção militar e os revoltosos são trancafiados no hospício eo alienista recupera seu pretígio. Entrtanto Simão Bacamarte chega á conclusão de que quatro quintos da população internad eram casos a repensar. Inverte o critério de reclusão psiquiátrico e recolhe a minoria: os simples, os leais, os desprendidos e os sinceros.
O alienista contudo, imbuído de seu rigor científico percebe que os germes do desequilíbrio prosperam porque já estavem latentes em todos. Analisando bem, Bacamarte verifica que ele próprio é o único sadio e reto. Por isso o sábio internou-se no casarão da Casa Verde, onde morreu dezessete meses depois, apesar do boato de que ele seria o único louco de Itaguaí, recebeu honras póstumas.   





Gabriela Soares de Moura Silva.     numero :19

domingo, 18 de setembro de 2011

O Alienista,Resumo e Critica- Leonardo Soares

Resumo do Livro

Dr. Bacamarte, fundou a Casa Verde, um asilo para loucos, e começou a estudá-los. D. Evarista, sua mulher, sentiu-se desprezada, o alienista, permitiu que ela viajasse ao Rio de Janeiro.
Depois de inúmeros estudos, formulou uma tese, começou então a recolher á Casa Verde pessoas de todos os tipos e modos para verificar sua idéia, o que causou grande terror em Itaguaí.
Os itaguaienses, liderados pelo barbeiro Porfírio, saíram a rua em protesto, pedindo a demolição da Casa Verde, com o apoio da Força Publica da cidade, assumiram o governo.
No dia seguinte, Porfírio foi à casa do Sr, Bacamarte e pediu-lhe que libertasse alguns dementes para mostrar alguma tolerância e benignidade.
Porfírio saiu do poder, fora substituído por João Pina. A Casa Verde estava cada vez mais povoada Dr. Bacamarte internou até a esposa.
Numa atitude surpreendente, Dr. Bacamarte libertou a todos, e prendeu todos que gozavam da liberdade em Itaguai.
A cidade normalizou-se, só eram internados na Casa Verde os pacientes que passassem pelos mais diversos exames.
Após seis meses de ensaios por meios terapêuticos, a Casa Verde esvaziou-se. Mesmo cumprido o seu dever, Dr. Bacamarte, o alienista, não estava satisfeito. Internou-se para estudar a si mesmo, morreu dezessete meses depois no mesmo estado em que havia entrado. Foi enterrado com muita pompa e solenidade.



Temática do Livro
A loucura é a temática do  livro, que nos leva a uma reflexão sobre os limites entre a insanidade e a razão. É considerado como o primeiro romance brasileiro do movimento realista. Para alguns especialistas, trata-se de uma novela, outros o consideram um conto. A maioria dos críticos porém, considera a obra um conto mais longo, por causa da sua estrutura narrativa.

Critica

Bem pelo que pude ler do livro,ele tem um tema muito interessante que é a loucura.Na minha preferencia gosto de livro de aventura e suspense como os livros de Rick Riordan e Sidney Sheldon, esse livro me surpreendeu no final quando o próprio doutor se interna.Um ótimo para quem gosta da literatura brasileira!!!
Aluno:Leonardo Soares Herculano Alves nº 25

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O Alienista


Resumo do “O Alienista”
De: Machado de Assis

          O drama gira em torno de um médico psiquiatra que escolhe a pequena cidade de Itaguaí, no interior do Rio de Janeiro, para aplicar seus conhecimentos adquiridos na Europa, em cujas universidades reuniu vários títulos. Mesmo com a insistência do rei de Portugal para que atuasse na universidade de Coimbra ou mesmo em Lisboa, na corte, insistiu que seu destino era o Brasil. E veio.
          Intrigante é que Simão Bacamarte, o nome do protagonista, tem ampla aceitação do Estado, que delega a ele poderes, mesmo com as suas ações aparentemente disparatadas. Com pensamento fixo, Bacamarte instala se em Itaguaí determinado a criar um hospício, que fica conhecido como Casa Verde, pela cor da pintura do prédio. É nessas instalações que o alienista coloca em prática suas experiências de estudo sobre a mente humana, cujo funcionamento oscila, a seu ver, entre a razão e a loucura.
        Bacamarte tem 34 anos e é descrito como um ser de extrema frieza e que tudo o que vê, o faz com senso de análise. É esse tempero de personalidade, que adota uma metodologia de estudo um tanto confusa e com ar de contraditória, que o caracteriza como maluco, desequilibrado, falho, absurdo. Mesmo assim, ele exerce total domínio sobre os moradores de Itaguaí e especialmente sobre os administradores públicos, apesar de suas maluquices, justamente por ter todo o aparato e apoio oficial da monarquia de então, é nesse aspecto que alguns críticos atribuem à obra um toque de critica do autor de aspecto político e não meramente uma abordagem psicológica.
        A principio, Bacamarte encontra resistência da Câmara Municipal para liberar verba para a construção do hospício, mas o problema acaba por se resolver com a cobrança discreta de uma taxa em cada ritual funerário.
        A Casa Verde é inaugurada com festa e os primeiros internos restringem-se a casos típicos de loucura, o que não causou qualquer estranheza por parte da sociedade itaguaiense. A celeuma começa quando o alienista passa a escolher seus internos a partir de outro critério, que ele interpreta como anormal. As internações polemicas começam com uma personagem de nome Costa, que havia gasto todo o dinheiro de uma herança em empréstimos que acabaram se tornando fundo perdido. Costa carregava o drama de sentir vergonha de cobrar os credores e chegava até a ser maltratado por eles.
      A segunda “paciente” foi a prima de Costa, que foi ao hospício só para defender o parente, usando como argumento uma historia enfadonha, de que a situação do primo era decorrente de uma maldição. Após ouvir a historia, o celebre medico não hesita em internar a bem intencionada senhora porque, aos seus olhos, era uma mente que extrapolava totalmente os limites da razão. A população passa a ver o alienista como uma pessoa traiçoeira e autoritária, gerando uma enorme onde de terror e desconforto.
As internações descabidas não param por aí. Na seqüência, são internadas varias outras personagens consideradas em são juízo, a ponto de levar Itaguaí a uma situação de revolta. Entre eles estão Mateus, um fabricante de albardas, nome dado a selas para bestas de carga. O albardeiro foi internado pelo simples fato de ficar todo seu tempo livre admirando o luxo de sua enorme casa, especialmente quando percebia que estava sendo observado. A personagem foi criada por Machado de Assis por acaso, mas com o intuito de levar o leitor a refletir questões como a valorização excessiva do status e mesmo o preconceito, pois causava inveja aos moradores o fato de um homem de origem e trabalho humildes possuir riqueza.
As tais internações deixaram a população em pânico e ao mesmo tempo revoltada. O consolo era esperar pela volta da esposa de Simão Bacamarte, A. Evarista, uma jovem de 25 anos que já tinha ficado viúva antes de conhecer o alienista. Evarista tinha tinha ido passar um tempo no Rio de janeiro por sugestão do medico, como uma maneira de compensar sua ausência, que vivia absolutamente mergulhado nas experiências e estudos.
A relação desse casal é muito boa. Evarista é muito apaixonada pelo marido, mas um pouco introspecta. Ele, do intimo de sua frieza preferiu unir-se a uma mulher desprovida de beleza, considerando especialmente os aspectos práticos, como a saúde reprodutiva, ao mesmo tempo em que não se precisaria ficar se preocupando com uma mulher bonita. Os itaguaienses viam no retorno de D. Evarista à cidadezinha uma válvula de escape para se libertar do terror das internações e aparentemente arbitrarias do medico, o que explica a recepção calorosa dada à esposa do maluco.
Mas para provar que D. Evarista não representava nenhum motivo de desconcntração do seu trabalho, o autor trava aqui uma situação para lá de intrigante. Bacamarte não hesitou em internar Martim Brito, um jovem falantee exibicionista no trato com as pessoas, por ter feito um elogio um tanto exagerado à esposa. No meio de um jantar na casa do médico, disse ele que Deus queria superar a si mesmo quando criou D. Evarista. Três dias depois, o falante estava internado. Para o medico, tratava-se de um caso de lesão cerebral grave o comportamento do rapaz.
Não bastasse, ainda foram confinados Gil Bernardes, que adorava cumprimentar quem encontrava, inclusive crianças, de maneira extravagante, e Coelho, que falava tanto a ponto de as fugirem de perto dele.
A situação chegou a um ponto critico de indignação, causando agitação e grande descontentamento na população. Nesse cenário é que entra o barbeiro Porfírio, que há muito sonhava estar à frente de um cargo público administrativo, mas nunca havia conseguido. É ele quem toma a frente de um protesto com intenções revolucionárias. A ocorrência desse episodio na história reflete uma característica marcante de Machado de Assis, de trabalhar o dilema da realidade, fazendo-o, aqui, através de um interesse pessoal da personagem Porfírio, que tinha negócios importantes com Coelho e que, por causa da internação, tinham sido interrompidas. Além disso, havia o interesse do barbeiro pelo poder, todas as questões pessoais disfarçadas de preocupações altruístas.
Mas depois de ter seu requerimento (de fechamento e demolição da Casa Verde) desprezado pela Câmara de Vereadores, Porfírio une-se a vários outros descontentes. Os ânimos se desaquecem quando emerge a notícia de que Simão Bacamarte havia pedido para não mas receber pelos internos da Casa Verde, quando as opiniões passam a considerar a idéia de que as inúmeras reclusões não eram movidas por corruptos interesses econômicos.
Mesmo assim, Porfírio recobra a energia revolucionaria e apela para uma insurreição, que é batizada de Revolta dos Canjicas, devido ao apelido do barbeiro. Segue com a turba de itaguaiense até a casa do alienista, que os atende da sacada da casa e de forma equilibrada, sem a mínima disposição em se demover de sua metodologia cientifica. A frieza típica do medico ameniza por um pouco tempo a fúria dos reclamantes, mas é novamente levantada por Porfírio quando o alienista os deixa e simplesmente retorna aos seus estudos. È nesse momento que surgem os dragões, a policia da época, com o intuito de abafar a manifestação. Mas, para surpresa, quando o jogo parecia perdido para pórfiro, a situação volta a ficar favorável a ele. Os componentes da guarda, provavelmente enxergando injustiça na ditadura cientifica, passam para o lado dos revoltosos. Era tudo o que o líder mais queria, ou seja, poder absoluto.
Sentindo o próprio líder, o barbeiro subitamente esquece a Casa Verde e se dirige para a Câmara dos Vereadores, resolvido a destituí-la. Auto-empossado no cargo de presidente, no dia seguinte volta à casa do alienista, que já esperava, sempre do alto de sua frieza, ser demitido do cargo. Mas qual não é a mudança de opinião de Porfírio, que sugere apoio à causa do medico e afirma que não é sua intenção envolver-se com questões cientificas.
Paralela a critica do autor ao uso de causas coletivas para alcançar objetivos particulares, soma-se também, nesse tópico, nova critica, desta vez tantas revoluções que ocorreram na Historia e que ainda poderão ocorrer. A idéia é de que são realmente impulsionadas por interesses coletivos autênticos, mas acabam subam sendo manipuladas e servindo de trampolim para que as pessoas subam ao poder por motivos egoístas.
O comportamento de Porfírio era indisfarçadamente politiqueiros e o médico não deve ter ficado alheio a isso ante a postura do barbeiro, de ir oferecer-lhe apoio em seu trabalho até há pouco tempo repudiado. Tanto é que chega a perguntar a ele quantas pessoas morreram no levante.
São dois fatores que o médico analisa dentro de suas perspectivas de estudo: o caso da morte de 11 pessoas por um movimento que tinha a intenção de derrubar a Casa Verde e agora tudo ficar esquecido. E também o fato de Porfírio antes de ter se posicionado radicalmente contra Simão e agora considerá-lo de extrema utilidade para seu novo governo.
Depois de muito matutar em seus estudos, em poucos dias o médico decide pelo confinamento de 50 apoiadores da Revolta das Canjicas. Porfírio sente seu mundo desabar com suas ambições, especialmente quando um opositor seu, o também barbeiro João Pina, resolve afrontá-lo numa contra revolução. Os motivos de João Pina era rixa pessoal com o Canjica, diferentes de questões sociais. A verdade é que o opositor acaba por derrubar o concorrente de navalha.
     Mesmo assim, a Casa Verde continua em pé e ainda mais forte. Mais gente é confinada, inclusive Crispim, assistente e bajulador de Simão, que apoiou Porfírio quando pensou que o alienista havia caído, e o presidente da Câmara dos Vereadores, que tinha considerado pouco o número de mortos no levante, que se encarregara de comunicar ao alienista o feito pelo político líder.
   O quê da apontada loucura do médico chegou ao ápice quando decidiu internar a própria esposa, que andava exageradamente preocupada com jóias e vestidos desde que tinha voltado do Rio de Janeiro. Na noite anterior, D. Evarista nem conseguira dormi, de tão indecisa se encontrava com o vestir para ir a uma festa. Ao mesmo tempo que era a prova de que Bacamarte não tinha intenções egoísta, pois até a própria mulher tinha se tornado vítima, fortalecida a idéia da arbitrariedade a que Itaguaí estava submetida.
    Pouco tempo depois, sem mais nem menos, a cidade recebe a notícia de que todos os ‘’loucos’’ da Casa Verde seriam soltos, por determinação do médico. Houve festa e comemorações, mas na realidade, o que havia acontecido é que o cientista caíra em si de que sua metodologia continha falhas, pois estatisticamente carecia de revisão, visto que 75% dos moradores da cidade estavam confinados.
       A decisão do médico não tinha nada de política ou de ambiciosa. Simplesmente era um profissional que sabia reconhecer seus erros e estava pronto a consertá-los, dando ao leitor mais subsídios para melhor interpretar o episódio. Mas não deixa de jogar no ar uma série de indagações, como a identificação dos padrões de normalidade, seguindo-se aí uma linha de raciocínio interessante: se 75% apresentam desvios de personalidade, desvios do patrão, considerando ser essa regra que determinava quem era e quem não era são, então o normal seria não seguir um padrão. Além disso, politicamente falando agora, o autor deixa claro a força que o Estado, por meio da Casa Verde – tanto é que mudavam os poderosos, mas o sistema continuava o mesmo -, assumia em determinar quem estava na linha e quem não estava. Todos tinham de se encaixar em uma norma.
    Os moradores, entretanto, não sabiam do reverso que q teoria de Bacamarte assumia agora, ou seja, era louco quem mantinha regularidade, firmeza de caráter, visto que o padrão verificado anteriormente era o de discordar. Assim, o terror recomeça com a internação da primeira vítima, o vereador Galvão. Ele tinha protestado contra uma emenda da Câmara que, na retomada ao poder dos antigos políticos, instituía que apenas os vereadores é que não poderiam ser reclusos, sob a alegação de que os vereadores não podiam legislar em sua causa própria.
Na seqüência, são levados para o hospício a esposa dedicada de Crispim, a de Porfírio (que ousara defender o sossego público e se manter quieto em sua barbearia quando foi novamente chamado para liderar outra revolução); até mesmo um inimigo de Bacamarte, que se vira na obrigação de avisar o médico que este corria risco de vida.
A experiência alarmante do alienista segue com conclusões intrigantes. Eram consideradas curadas pessoas que exibiam algum desvio de caráter, quando antes demonstravam firmeza de personalidade. Um exemplo foi de um advogado honesto e justo que, para fugir à internação, havia forjado a partilha de um testamento a seu bel-prazer. O mesmo ocorreu com a esposa de Crispim que, apesar de ter sido confinada, manifesta-se contra o marido ao perceber seus defeitos de caráter.
Assim, pouco a pouco, o alienista liberou todos os “ loucos “ da Casa Verde, mas questionado no seu intimo a falha do seu segundo método. As conclusões a que começava chegar eram de que ninguém tem uma personalidade perfeita, sem defeitos, sem uma sombra de desvio moral sequer. Ao mesmo tempo, percebeu que ele próprio era exceção nessa analise, pois reunia adjetivos da moralidade que ninguém ousava discordar, haja vista a comprovação de fiéis amigos, que foram consultados em seguida, para ajudá-lo na sua conclusão. Diante disso, conclui, então, que o único anormal nessa história toda era ele mesmo.
É assim que o ilustre médico Simão Bacamarte decide trancafiar-se na Casa Verde, ignorando os protestos de amigos e admiradores, inclusive os prantos da esposa Evarista. Tranca-se sozinho na Casa Verde, entre estudos e experimento, até a sua morte.

Aluna: Rayane Alves Parreira                      Nº: 37                   Turma: 2006

O Alienista - André Oliveira

O Alienista


Resumo da obra:
Dr. Simão é um médico da Corte e protagonista da obra. Ao voltar a sua terra natal, Itaguaí, decide se aprofundar nos estudos da loucura fundando o manicômio Casa Verde para poder observar com tranquilidade os aspectos científicos da insanidade.
Com o tempo, o médico formula uma teoria baseada na abrangência da loucura, eliminado as delimitações entre comportamento normal e comportamento insano. Com isso, o médico passa a “encarcerar”, em seu manicômio, pessoas com comportamentos considerados, até então, normais pela sociedade. Vaidosos, demasiados corteses, agiotas, “maníacos” por oratória, e até mesmo sua esposa que nunca se decidia por qual jóia usar ao ir a um baile.
Devido à quantidade de internações e a natureza dos motivos, Porfírio, o barbeiro da cidade, lidera uma manifestação contra o manicômio, mas, corrompido pelo poder, firma acordo com o Dr. Bacamarte. Essa traição dá inicio a uma nova revolta comandada por outro barbeiro, o João Pina, que, devido à “intromissão” militar, não consegue continuar com o levante.
O doutor prossegue com o trabalho e com o tempo deturpa completamente a noção de loucura e sanidade e passa a soltar os antigos internos e a prender pessoas com o perfeito equilíbrio mental.
Após algum tempo de internação, todos são liberados ao apresentar algum tipo de desequilíbrio, demonstrando estarem totalmente curados.
Inconformado com a falta de conclusão no estudo, pois acredita que não houve cura alguma, apenas desequilíbrios emocionais pré-existentes foram externados, decide se internar na Casa Verde, tornando-se médico e paciente.
Depois de alguns meses, o médico e louco morre sozinho.

O Alienista - Daniela Dias

Daniela Dias.

Resumo da obra:
Dr. Simão é um médico da Corte e protagonista da obra. Ao voltar a sua terra natal, Itaguaí, decide se aprofundar nos estudos da loucura fundando o manicômio Casa Verde para poder observar com tranquilidade os aspectos científicos da insanidade.
Com o tempo, o médico formula uma teoria baseada na abrangência da loucura, eliminado as delimitações entre comportamento normal e comportamento insano. Com isso, o médico passa a “encarcerar”, em seu manicômio, pessoas com comportamentos considerados, até então, normais pela sociedade. Vaidosos, demasiados corteses, agiotas, “maníacos” por oratória, e até mesmo sua esposa que nunca se decidia por qual jóia usar ao ir a um baile.
Devido à quantidade de internações e a natureza dos motivos, Porfírio, o barbeiro da cidade, lidera uma manifestação contra o manicômio, mas, corrompido pelo poder, firma acordo com o Dr. Bacamarte. Essa traição dá inicio a uma nova revolta comandada por outro barbeiro, o João Pina, que, devido à “intromissão” militar, não consegue continuar com o levante.
O doutor prossegue com o trabalho e com o tempo deturpa completamente a noção de loucura e sanidade e passa a soltar os antigos internos e a prender pessoas com o perfeito equilíbrio mental.
Após algum tempo de internação, todos são liberados ao apresentar algum tipo de desequilíbrio, demonstrando estarem totalmente curados.
Inconformado com a falta de conclusão no estudo, pois acredita que não houve cura alguma, apenas desequilíbrios emocionais pré-existentes foram externados, decide se internar na Casa Verde, tornando-se médico e paciente.
Depois de alguns meses, o médico e louco morre sozinho.

O Alienista de Machado de Assis - Lucas Rodrigues


Resumo do Livro
Dr. Simão Bacamarte: é o protagonista da estória. A ciência era o seu universo – o seu "emprego único", como diz. "Homem de Ciência, e só de Ciência, nada o consternava fora da Ciência" (p. 189). Representa bem a caricatura do depotismo cientificista do século XIX (como está no próprio sobrenome). Acabou se tornando vítima de suas próprias idéias, recolhendo-se à Casa Verde por se considerar o único cérebro bem organizado de Itaguaí.
D. Evarista: é a eleita do Dr. Bacamarte para consorte de suas glórias científicas. Embora não fosse "bonita nem simpática", o doutor a escolheu para esposa porque ela "reuni condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem", estando apta para dar-lhes filhos robustos, são e inteligentes" (p. 179). Chegou a ser recolhida à Casa Verde, certa vez, por manifestar algum desequilíbrio mental.
Crispim Soares: era o boticário. Muito amigo do Dr. Bacamarte e grande admirador de sua obra humanitária. Também passou pela Casa Verde, pois não soube "ser prudente em tempos de revolução", aderindo, momentaneamente, à causa do barbeiro.
Padre Lopes: era o vigário local. Homem de muitas virtudes, foi recolhido também à Casa Verde por isso mesmo. Depois foi posto em liberdade porque sua reverendíssima se saiu muito bem numa tradução de grego e hebraico, embora não soubesse nada dessas línguas. Foi considerado normal apesar da aureola de santo.
Porfírio, o barbeiro: sua participação no conto é das mais importantes, posto que representa a caricatura política na satírica machadiana. Representa bem a ambição de poder, quando lidera a rebelião que depôs o governo legal. Foi preso na Casa Verde duas vezes; primeiro, por Ter liderado a rebelião; segundo, porque se negou a participar de uma segunda revolução: "preso por Ter cão, preso por não Ter cão" (pág 229).
Outros figurantes aparecem no conto. Cada um representando anomalias e possíveis virtudes do ser humano. Há loucos de todos os tipos no livro. Daí a presença de tanta gente...

Temática
A loucura é a temática deste livro, onde  conduz o leitor a uma eterna reflexão sobre os limites entre a insanidade e a razão; o poder da palavra, a loucura da ciência e as relações estabelecidas na sociedade do período. O texto questiona o poder das teorias científicas evolucionistas, positivistas e sócio-darwinistas trazidas da Europa que, naquele momento, indicariam as respostas para todos os males daquela civilização em busca do progresso.

Crítica 

 Em O alienista o escritor nos propõe o problema da fixação de fronteiras entre o normal e o anormal da mente humana. Traçando uma linha rígida de procedimento profissional, o médico Simão Bacamarte aparece como símbolo de uma ciência fria, toda baseada na razão, fechada e sem frestas para a intuição ou a poesia, como caminho de conhecimento. Trata-se de um conto um tanto longo, estruturado em treze capítulo, e quanto à montagem, é interessante observar que Machado de Assis se fundamenta em possíveis "crônicas".

Aluno: Lucas Rodrigues          N° 28        Turma: 2006

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Alienista

RESUMO DA OBRA:


Simão Bacamarte, o grande médico, escolheu Itaguaí para seu universo. Radicando-se na terra natal, ele se casa com uma viúva de  limitados  dotes físicos, em quem o médico vira os atributos de saúde necessários para lhe dar uma prole saudável... Dona  Evarista frustra as previsões e não lhe dá filhos... Doutor Bacamarte elegeu para suas atenções científicas o recanto psíquico e resolveu solicitar à Câmara de Itaguaí permissão para instalar na cidade uma casa. A Câmara votou o imposto necessário, para financiar o tratamento dos necessitados, e a Casa Verde, assim chamada pela cor de suas janelas, foi inaugurada com muita pompa. Os primeiros alienados começaram a povoar o hospício... No início, poucos; depois, em número maior. Dona Evarista  sentiu-se preterida, e o sábio marido enxergou-lhe a dor... Compensou-lhe com uma viagem ao Rio de Janeiro   Bacamarte continuou seus estudos, sua dedicação aos loucos que afluíam à Casa Verde. Crispim Soares, o boticário, era amigo e confidente do alienista. Certa feita, o doutor o mandou chamar. Crispim, cuja mulher viajara com d. Evarista, ficou preocupadíssimo e correu à Casa Verde. Simão lhe confidenciara algo mais importante: trata-se de uma experiência, mas uma experiência que vai mudar a face da terra. A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente. O padre Lopes, a quem o alienista também expôs a nova teoria, ponderou que os limites entre a razão e a loucura estavam bem delimitados. A partir daí, instala-se o terror na cidade. A população assistiu, pasmada, ao recolhimento de Costa. Justamente ele, uma pessoa tão querida... Seu defeito era dissipar a herança recebida de um tio. Um louco perfeito!, segundo a teoria em prática. Uma prima do Costa foi interceder por ele. E a pobre senhora, feita a defesa, acabou sendo recolhida à Casa Verdade. Foi a última pessoa que intercedeu por Costa. Muitos outros seriam recolhidos... Pobre Mateus! Ficara rico com albardas e construiu uma casa suntuosa, cuja beleza vivia contemplando. Além disso, gostava de que o contemplassem, quando ficava à janela de sua casa. Foi recolhido!! Literalmente, implantou-se o terror. Um médico sem clínica chamou a Casa Verde de cárcere privado, e a opinião pegou e espalhou rapidamente. Esperava-se ansiosamente por d. Evarista, na esperança de que ela minimizasse a fúria da ciência. Ledo engano!... Martim Brito fez um discurso em homenagem à ilustre dama, enfatizando, que, na criação dos homens, Deus quis vencer a Deus e criou d. Evarista. O alienista viu ali um caso típico de lesão cerebral, e o moço foi recolhido... A essa altura, Bacamarte era considerado um déspota. A rebelião era iminente. Lideradas pelo barbeiro Porfírio, cerca de trinta pessoas levaram uma representação à câmara, que negou qualquer interferência em assunto de natureza científica. Os revoltosos partem para Casa Verde, com a intenção de destruí-la. Simão Bacamarte, sereno e eloqüente, dissertou sobre a seriedade da ciência , enfatizando que seus atos só seriam explicados aos mestres e a Deus, jamais a leigos ou a rebeldes. A eloqüência do alienista arrefeceu os ânimos, mas o barbeiro conseguiu manter o estado de exaltação. Chega o regimento dos dragões para preservar a legalidade. Contrariando as expectativas, Porfírio procurou uma conciliação com a ciência. Conversou com o alienista e solicitou um alvitre intermediário capaz de sossegar a população. Cinco dias depois, vários aclamadores do novo governo foram trancados na Casa Verde. Outro barbeiro, João de Pina, denunciava que Porfírio havia se vendido ao ouro de Simão Bacamarte. João de Pina assume o poder, mas o governo do vice-reino mandou reforços que restabeleceram a antiga ordem em Itaguaí. A Casa Verde, novamente sob a proteção do poder instituído, continuou abrigando os loucos de Itaguaí. Desta festa, o barbeiro Porfírio, Crispim Soares Sebastião de Freitas e tantos outros foram recolhidos ao hospício. Tudo era loucura. Até mesmo d. Evarista, em quem o alienista enxergara uma certa mania suntuária, fora recolhida ao hospício. Certo dia, a população ficou assombrada. O alienista oficiara à câmara que os loucos iam ser libertados. Ele concluíra que quatro quintos da população estavam alojados na Casa Verde. Concluía o alienista que o normal e exemplar era o desequilíbrio e que se deveriam considerar como patológicos os casos em que houvesse equilíbrio ininterrupto das faculdades mentais. Houve muitas festas para comemorar o retorno dos antigos reclusos. Passaram-se cinco meses e a Casa Verde alojava umas dezoito pessoas. Eram poucos os loucos, o que confirmava a nova teoria... O médico não afrouxava. Nessa nova fase, as curas foram pasmosas, segundo registram os cronistas. Os loucos eram agrupados em classes, segundo a perfeição moral predominante. Em uma pessoa que padecesse de modéstia, por exemplo, ele aplicava uma medicação que lhe incutisse o sentimento oposto. A cura não seria apenas a descoberta do desequilíbrio do cérebro? Em Itaguaí não havia nenhum cérebro organizado? Simão Bacamarte, aflito, reuniu os amigos, que apontaram nele as virtudes de um cérebro perfeito. O padre Lopes enfatizou que ele reunia inúmeras qualidades, realçadas pela modéstia. Foi a gota d'água. Simão Bacamarte recolheu-se à Casa Verde. Reunia em si a teoria e a prática. Em vão, a mulher, em lágrimas, o chamou. Dali a dezessete meses, o alienista morreu e foi enterrado com pompa e solenidade.




TEMÁTICA:


A  temática gira em torno da  loucura e a sanidade mental. Mas a conclusão que se chega ao final é surpreendente, ele cita da cultura clássica até as culturas modernas. Para alguns especialistas, trata-se de uma novela, outros o consideram um conto.


Aluna: Ludmilla Pereira  turma:2006
RESUMO:



Nome: Camila Parrera Moura    N°: 10     Turma: 2006

                              
                                                             Resumo do Livro




   Simão Bacamarte é um médico que decidiu seguir o caminho da psiquiatria e começa a estudar a loucura e seus graus, classificando - as.
   
 Ele funda a Casa Verde, um hospício na vila de Itaguaí.
 Passa a internar todas as pessoas da cidade que ele acha que são loucas; o vaidoso, o bajulador, a supersticiosa, a indecisa etc. 


 Costa, rapaz esbanjador que desperdiçou seus bens em empréstimos infelizes, foi preso como louco.


 A tia de Costa que intercedeu pelo sobrinho também foi presa. 

  
 Que também acontece com o poeta Martim Brito, internado por que se referiu ao Marquês de Pombal como o dragão aspérrimo do Nada. 


Nem D. Evarista, esposa do Alienista escapou. Indecisa não sabia se ia em uma festa com o colar de granada ou o de safira. 


 O boticário, os inocentes especialistas em enigmas e charadas, todos eram loucos. 


No começo a vila de Itaguaí gostou da ideia do Alienista, mas os exageros dele ocasionaram um tumulto, a rebelião das canjicas, liderados pelo barbeiro Porfírio. 


 Porfírio acaba vencendo mas em seguida entende a necessidade da Casa Verde e alia-se a Simão Bacamarte. 


  Acontece uma intervenção militar e os rebeldes são também presos no hospício e o alienista recupera seu respeito. 


 Só que Simão Bacamarte chega á conclusão de que quatro quintos da população internada eram casos a repensar. 


 Ele chega a conclusão de que ele mesmo é o único normal e se enterna na Casa Verde, onde moreeu dezessete meses depois.


 Apesar do boato de que ele seria o único louco de Itaguaí, ele recebeu honras póstumas.



                                                    
                                           Qual é a temática do texto?



                                     O assunto principal do texto é a loucura.





                                           Comente sobre a temática do texto.


        
      Eu achei bem interessante a temática do livro pelo fato de que ele achava todo mundo louco e no fim do texto todo mundo considerava ele louco. 
                                                         O Alienista - 


aluna: Dayane Sigmaringa da Cruz Góes

                                     ~~   Resumo   ~~

   As  crônicas  da  vila  de  Itaguaí  dizem  que  em  tempos  remotos  vivera  ali 
um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o 
maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas. Estudara em 
Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil, não 
podendo el-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra, regendo a 
universidade, ou em Lisboa, expedindo os negócios da monarquia. Aos quarenta anos casou com D. 
Evarista da Costa e Mascarenhas, senhora de vinte e cinco anos, viúva 
de um juiz de fora, e não bonita nem simpática. D. Evarista mentiu às esperanças do Dr. Bacamarte, não lhe deu filhos 
robustos nem mofinos. A índole natural da ciência é a longanimidade; o 
nosso médico esperou três anos, depois quatro, depois cinco. Ao cabo 
desse tempo fez um estudo profundo da matéria, releu todos os 
escritores árabes e outros, que trouxera para Itaguaí, enviou consultas 
às universidades italianas e alemãs, e acabou por aconselhar à mulher 
um regímen alimentício especial.A Casa Verde foi o nome dado ao asilo, por alusão à cor das janelas, 
que pela primeira vez apareciam verdes em Itaguaí. Inaugurou-se com 
imensa pompa; de todas as vilas e povoações próximas, e até remotas, 
e da própria cidade do Rio de Janeiro, correu gente para assistir às 
cerimônias, que duraram sete dias. Muitos dementes já estavam 
recolhidos; e os parentes tiveram ocasião de ver o carinho paternal e a 
caridade cristã com que eles iam ser tratados. D. Evarista, 
contentíssima com a glória do marido, vestiu-se luxuosamente, cobriuse de jóias, flores e sedas. Ela foi uma verdadeira rainha naqueles dias 
memoráveis; ninguém deixou de ir visitá-la duas e três vezes, apesar 
dos costumes caseiros e recatados do século.
Três dias depois, numa expansão íntima com o boticário Crispim Soares, 
desvendou o alienista o mistério do seu coração. Os loucos por amor eram três ou quatro, mas só dois espantavam pelo 
curioso do delírio. O primeiro, um Falcão, rapaz de vinte e cinco anos, 
supunha-se estrela-d’alva, abria os braços e alargava as pernas, para 
dar-lhes certa feição de raios, e ficava assim horas esquecidas a 
perguntar se o sol já tinha saído para ele recolher-se. O outro andava 
sempre, sempre, sempre, à roda das salas ou do pátio, ao longo dos 
corredores, à procura do fim do mundo. Era um desgraçado, a quem a 
mulher deixou por seguir um peralvilho.Outro da mesma espécie era um escrivão, que se vendia por mordomo 
do rei; outro era um boiadeiro de Minas, cuja mania era distribuir 
boiadas a toda a gente, dava trezentas cabeças a um, seiscentas a 
outro, mil e duzentas a outro, e não acabava mais.Que, na verdade, a paciência do alienista era ainda mais extraordinária 
do que todas as manias hospedadas na Casa Verde; nada menos que 
assombrosa. Simão Bacamarte começou por organizar um pessoal de 
administração; e, aceitando essa idéia ao boticário Crispim Soares, 
aceitou-lhe também dois sobrinhos, a quem incumbiu da execução de 
um regimento que lhes deu, aprovado pela Câmara, da distribuição da 
comida e da roupa, e assim também da escrita.
Ilustre dama, no fim de dois meses, achou-se a mais desgraçada das 
mulheres: caiu em profunda melancolia, ficou amarela, magra, comia 
pouco e suspirava a cada canto.Três meses depois efetuava-se a jornada. D. Evarista, a tia, a mulher do 
boticário, um sobrinho deste, um padre que o alienista conhecera em 
Lisboa, e que de aventura achava-se em Itaguaí cinco ou seis pajens, 
quatro mucamas, tal foi a comitiva que a população viu dali sair em 
certa manhã do mês de maio. As despedidas foram tristes para todos, 
menos para o alienista.Quanto à idéia de ampliar 0 território da loucura, achou-a 0 boticário 
extravagante; mas a modéstia, principal adorno de seu espírito, não lhe 
sofreu confessar outra coisa além de um nobre entusiasmo; declarou-a 
sublime e verdadeira, e acrescentou que era "caso de matraca". Esta 
expressão não tem equivalente no estilo moderno.
Quatro dias depois, a população de Itaguaí ouviu consternada a notícia 
de que um certo Costa fora recolhido à Casa Verde. Costa era um dos cidadãos mais estimados de Itaguaí, Herdara 
quatrocentos mil cruzados em boa moeda de El-rei Dom João V, dinheiro 
cuja renda bastava, segundo lhe declarou 0 tio no testamento, para 
viver "até o fim do mundo". Tão depressa recolheu a herança, como 
entrou a dividi-la em empréstimos, sem usura, mil cruzados a um, dois 
mil a outro, trezentos a este, oitocentos àquele, a tal ponto que, no fim 
de cinco anos, estava sem nada.A irritação dos agitadores foi enorme. O barbeiro declarou que iam dali 
levantar a bandeira da rebelião e destruir a Casa Verde; que Itaguaí não 
podia continuar a servir de cadáver aos estudos e experiências de um 
déspota; que muitas pessoas estimáveis e algumas distintas, outras 
humildes mas dignas de apreço, jaziam nos cubículos da Casa Verde; 
que o despotismo científico do alienista complicava-se do espírito de 
ganância, visto que os loucos ou supostos tais não eram tratados de 
graça: as famílias e em falta delas a Câmara pagavam ao alienista.
Chegados os dragões em frente aos Canjicas houve um instante de 
estupefação.Não se demorou o alienista em receber o barbeiro; declarou-lhe que não 
tinha meios de resistir, e portanto estava prestes a obedecer. Só uma 
coisa pedia, é que o não constrangesse a assistir pessoalmente à 
destruição da Casa Verde. 
Dentro de cinco dias, o alienista meteu na Casa Verde cerca de 
cinqüenta aclamadores do novo governo. O povo indignou-se. O 
governo, atarantado, não sabia reagir.Apagaram-se as luminárias, reconstituíram-se as famílias, tudo parecia 
reposto nos antigos eixos. Reinava a ordem, a Câmara exercia outra vez 
o governo sem nenhuma pressão externa; o presidente e o vereador 
Freitas tornaram aos seus lugares.Era a vez da terapêutica. Simão Bacamarte, ativo e sagaz em descobrir 
enfermos, excedeu-se ainda na diligência e penetração com que 
principiou a tratá-los. Neste ponto todos os cronistas estão de pleno 
acordo: o ilustre alienista faz curas pasmosas, que excitaram a mais 
viva admiração em Itaguaí. Com efeito, era difícil imaginar mais racional sistema terapêutico. 
Estando os loucos divididos por classes, segundo a perfeição moral que 
em cada um deles excedia às outras, Simão Bacamarte cuidou em 
atacar de frente a qualidade predominante.No fim de cinco meses e meio estava vazia a Casa Verde; todos 
curados! O vereador Galvão, tão cruelmente afligido de moderação e 
eqüidade, teve a felicidade de perder um tio; digo felicidade, porque o 
tio deixou um testamento ambíguo, e ele obteve uma boa interpretação 
corrompendo os juízes e embaçando os outros herdeiros.Simão Bacamarte advertiu que, ainda quando não fosse verdadeira a 
acusação contida nestas palavras, bastavam elas para mostrar que a 
excelente senhora estava enfim restituída ao perfeito desequilíbrio das 
faculdades; e prontamente lhe deu alta.Mas o ilustre médico, com os olhos acesos da convicção científica, 
trancou os ouvidos à saudade da mulher, e brandamente a repeliu. 
Fechada a porta da Casa Verde, entregou-se ao estudo e à cura de si 
mesmo. Dizem os cronistas que ele morreu dali a dezessete meses no 
mesmo estado em que entrou, sem ter podido alcançar nada. Alguns 
chegam ao ponto de conjeturar que nunca houve outro louco além dele 
em Itaguaí mas esta opinião fundada em um boato que correu desde 
que o alienista expirou, não tem outra prova senão o boato; e boato 
duvidoso, pois é atribuído ao Padre Lopes. que com tanto fogo realçara 
as  qualidades  do  grande  homem.  Seja  como  for,  efetuou-se  o  enterro 
com muita pompa e rara solenidade. 


                                           ~~TEMÁTICA~~
          A temática do livro é a loucura, onde há uma eterna reflexão sobre a insanidade e a razão.  No conto “O Alienista” tem uma função importante e representativa, observa-se por seu intermédio, os objetivos dos personagens centrais Simão Bacamarte, D. Evarista e também de um “louco” da Casa Verde, que têm medo de falar porque as estrelas cairiam; outro sujeito que se chamava João de Deus, acreditava ser Deus João, e prometia o reino dos céus para quem o adorasse.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

                                        Resumo da Obra                                         

Obra : O Alienista
Autor : Machado de Assis
Dr. Simão Bacamarte, casado com apática senhoura, consegue da Câmara de Vereadores de Itaguaí, verba para fundar a “Casa de Orates”, ou “Casa Verde”, um hospício onde o sinistro e empertigado médico resolve estudar os limites entre a razão e a loucura, convencendo as autoridades e a população de que estudar este mal era tendência na Europa. Fica então a cidade à revelia deste homem que resolve, por sua conta e risco, julgar quais eram os loucos da cidade e quais os sãos.
Vai internando, um a um, os verdadeiramente doentes que até então eram tratados e cuidados em casa pelos familiares. Aos poucos Simão Bacamarte, num surto surpreendente, resolve que os honestos e os justos eram também loucos. Chega ao ponto de internar quase toda a cidade. Na medida em que vai analisando suas teorias, vai alterando o tratamento dispensado aos pacientes.
Mas a cidade já está desconfiada do médico insano, assim, a reação não tarda e uma revolução armada e liderada pelo ambicioso barbeiro Porfírio que irá contestar o médico que, acuado, toma resolução inusitada, surpreendente. Porfírio acaba vitorioso, mas em seguida compreende a necessidade da Casa Verde e alia-se a Simão Bacamarte.
A sociedade se rebela novamente e eis que aparece outro barbeiro, e toma novamente o poder mas  que após a intervenção direta da Coroa, as sublevações são contidas e os poderes constituídos voltam à normalidade. Bacamarte, entretanto, muda seus conceitos e solta todos os loucos e adota critérios inversos para a caracterização da loucura: os loucos agora são os leais, os justos, os honestos e os que não apresentam qualquer desvio de caráter. A terapêutica para esses casos de loucura consistia em fazer desaparecer de seus pacientes as “virtudes”, o que o Dr. Simão Bacamarte consegue com certa facilidade.
Em um final apoteótico, o médico tranca-se na Casa Verde, onde morre alguns meses depois e é enterrado com pompa e rara circunstância. Todas as respostas, se existiram, vão para o túmulo com o mestre da loucura.
                                        Temática da Obra                                         
O autor lembra a relatividade das coisas e, principalmente, da alma humana, através do tema subjacente do homo absurdus, descreve momentos trágicos e analisa o procedimento humano mostrando a impossibilidade do transcorrer normal da vida porque ela é absurda por natureza. O movimento do querer (essência humana) gera a angústia e a dor, que somente serão superados por aqueles que estão além da razão.
Nesse conto, Machado de Assis dá ênfase especial ao questionamento do tema LOUCURA, o que é e o que ela significa, satirizando a filosofia, a atividade mental, por meio de uma personagem que se suicida mentalmente, recolhendo-se ao hospício, ao ver a inutilidade e a falência de seu raciocínio; faz desaparecer os limites entre ela e a razão, porém, não menosprezando, outras subestórias de relevância: CIÊNCIA E PODER, sendo possível todas andarem paralelamente num mundo verbal precioso e a abundância de detalhes.
                                               Críticas                                                
Em O alienista o escritor nos propõe o problema da fixação de fronteiras entre o normal e o anormal da mente humana. Traçando uma linha rígida de procedimento profissional, o médico Simão Bacamarte aparece como símbolo de uma ciência fria, toda baseada na razão, fechada e sem frestas para a intuição ou a poesia, como caminho de conhecimento. Trata-se de um conto um tanto longo, estruturado em treze capítulo, e quanto à montagem, é interessante observar que Machado de Assis se fundamenta em possíveis "crônicas". 

O Alienista – Joyce Rodrigues.

Resumo:
Simão Bacamarte é o protagonista, médico conceituado em Portugal e na Espanha, decide seguir  pelo campo da psiquiatria e inicia um estudo sobre a loucura e seus graus, classificando-os. Instalou-se em Itaguaí, onde funda a Casa Verde, um hospício, e abastece-o de cobaias humanas para as suas pesquisas. Passa a internar todas as pessoas da cidade que ele julgue loucas; o vaidoso, o bajulador, a supersticiosa, a indecisa, etc. Costa, rapaz que dissipou seus bens em empréstimos infelizes, foi preso por mentecapto. A prima de Costa que intercedeu pelo sobrinho também foi trancafiada. O mesmo acontece com o poeta Martim Brito, amante das metáforas, internado por que se referiu ao Marquês de Pombal como o dragão aspérrimo do Nada. Nem D. Evarista, esposa do Alienista escapou: indecisa entre ir a uma festa com o colar de granada ou o de safira. O boticário, os inocentes aficionados em enigmas e charadas, todos eram loucos. No começo a vila de Itaguaí aplaudiu a atuação do Alienista, mas os exageros de Simão Bacamarte ocasionaram um motim popular, a rebelião das canjicas, liderados pelo ambicioso barbeiro Porfírio. Porfírio acaba vitorioso, mas em seguida compreende a necessidade da Casa Verde e alia-se a Simão Bacamarte. Há uma intervenção militar e os revoltosos são trancafiados no hospício e o alienista recupera seu prestígio. Entretanto Simão Bacamarte chega à conclusão de que quatro quintos da população internada eram casos a repensar. Inverte o critério de reclusão psiquiátrico e recolhe a minoria: os simples, os leais, os desprendidos e os sinceros. O alienista, contudo, imbuído de seu rigor científico percebe que os germes do desequilíbrio prosperam porque já estavam latentes em todos. Analisando bem, Bacamarte verifica que ele próprio é o único sadio e reto. Por isso o sábio internou-se no casarão da Casa Verde, onde morreu dezessete meses depois. Apesar do boato de que ele seria o único louco de Itaguaí, recebeu honras póstumas.

Temática:
A loucura é a temática do  livro, que nos leva a uma reflexão sobre os limites entre a insanidade e a razão. É considerado como o primeiro romance brasileiro do movimento realista. Para alguns especialistas, trata-se de uma novela, outros o consideram um conto. A maioria dos críticos porém, considera a obra um conto mais longo, por causa da sua estrutura narrativa.
Aluna: Joyce Rodrigues de Oliveira  45