quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Alienista

RESUMO DA OBRA:


Simão Bacamarte, o grande médico, escolheu Itaguaí para seu universo. Radicando-se na terra natal, ele se casa com uma viúva de  limitados  dotes físicos, em quem o médico vira os atributos de saúde necessários para lhe dar uma prole saudável... Dona  Evarista frustra as previsões e não lhe dá filhos... Doutor Bacamarte elegeu para suas atenções científicas o recanto psíquico e resolveu solicitar à Câmara de Itaguaí permissão para instalar na cidade uma casa. A Câmara votou o imposto necessário, para financiar o tratamento dos necessitados, e a Casa Verde, assim chamada pela cor de suas janelas, foi inaugurada com muita pompa. Os primeiros alienados começaram a povoar o hospício... No início, poucos; depois, em número maior. Dona Evarista  sentiu-se preterida, e o sábio marido enxergou-lhe a dor... Compensou-lhe com uma viagem ao Rio de Janeiro   Bacamarte continuou seus estudos, sua dedicação aos loucos que afluíam à Casa Verde. Crispim Soares, o boticário, era amigo e confidente do alienista. Certa feita, o doutor o mandou chamar. Crispim, cuja mulher viajara com d. Evarista, ficou preocupadíssimo e correu à Casa Verde. Simão lhe confidenciara algo mais importante: trata-se de uma experiência, mas uma experiência que vai mudar a face da terra. A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente. O padre Lopes, a quem o alienista também expôs a nova teoria, ponderou que os limites entre a razão e a loucura estavam bem delimitados. A partir daí, instala-se o terror na cidade. A população assistiu, pasmada, ao recolhimento de Costa. Justamente ele, uma pessoa tão querida... Seu defeito era dissipar a herança recebida de um tio. Um louco perfeito!, segundo a teoria em prática. Uma prima do Costa foi interceder por ele. E a pobre senhora, feita a defesa, acabou sendo recolhida à Casa Verdade. Foi a última pessoa que intercedeu por Costa. Muitos outros seriam recolhidos... Pobre Mateus! Ficara rico com albardas e construiu uma casa suntuosa, cuja beleza vivia contemplando. Além disso, gostava de que o contemplassem, quando ficava à janela de sua casa. Foi recolhido!! Literalmente, implantou-se o terror. Um médico sem clínica chamou a Casa Verde de cárcere privado, e a opinião pegou e espalhou rapidamente. Esperava-se ansiosamente por d. Evarista, na esperança de que ela minimizasse a fúria da ciência. Ledo engano!... Martim Brito fez um discurso em homenagem à ilustre dama, enfatizando, que, na criação dos homens, Deus quis vencer a Deus e criou d. Evarista. O alienista viu ali um caso típico de lesão cerebral, e o moço foi recolhido... A essa altura, Bacamarte era considerado um déspota. A rebelião era iminente. Lideradas pelo barbeiro Porfírio, cerca de trinta pessoas levaram uma representação à câmara, que negou qualquer interferência em assunto de natureza científica. Os revoltosos partem para Casa Verde, com a intenção de destruí-la. Simão Bacamarte, sereno e eloqüente, dissertou sobre a seriedade da ciência , enfatizando que seus atos só seriam explicados aos mestres e a Deus, jamais a leigos ou a rebeldes. A eloqüência do alienista arrefeceu os ânimos, mas o barbeiro conseguiu manter o estado de exaltação. Chega o regimento dos dragões para preservar a legalidade. Contrariando as expectativas, Porfírio procurou uma conciliação com a ciência. Conversou com o alienista e solicitou um alvitre intermediário capaz de sossegar a população. Cinco dias depois, vários aclamadores do novo governo foram trancados na Casa Verde. Outro barbeiro, João de Pina, denunciava que Porfírio havia se vendido ao ouro de Simão Bacamarte. João de Pina assume o poder, mas o governo do vice-reino mandou reforços que restabeleceram a antiga ordem em Itaguaí. A Casa Verde, novamente sob a proteção do poder instituído, continuou abrigando os loucos de Itaguaí. Desta festa, o barbeiro Porfírio, Crispim Soares Sebastião de Freitas e tantos outros foram recolhidos ao hospício. Tudo era loucura. Até mesmo d. Evarista, em quem o alienista enxergara uma certa mania suntuária, fora recolhida ao hospício. Certo dia, a população ficou assombrada. O alienista oficiara à câmara que os loucos iam ser libertados. Ele concluíra que quatro quintos da população estavam alojados na Casa Verde. Concluía o alienista que o normal e exemplar era o desequilíbrio e que se deveriam considerar como patológicos os casos em que houvesse equilíbrio ininterrupto das faculdades mentais. Houve muitas festas para comemorar o retorno dos antigos reclusos. Passaram-se cinco meses e a Casa Verde alojava umas dezoito pessoas. Eram poucos os loucos, o que confirmava a nova teoria... O médico não afrouxava. Nessa nova fase, as curas foram pasmosas, segundo registram os cronistas. Os loucos eram agrupados em classes, segundo a perfeição moral predominante. Em uma pessoa que padecesse de modéstia, por exemplo, ele aplicava uma medicação que lhe incutisse o sentimento oposto. A cura não seria apenas a descoberta do desequilíbrio do cérebro? Em Itaguaí não havia nenhum cérebro organizado? Simão Bacamarte, aflito, reuniu os amigos, que apontaram nele as virtudes de um cérebro perfeito. O padre Lopes enfatizou que ele reunia inúmeras qualidades, realçadas pela modéstia. Foi a gota d'água. Simão Bacamarte recolheu-se à Casa Verde. Reunia em si a teoria e a prática. Em vão, a mulher, em lágrimas, o chamou. Dali a dezessete meses, o alienista morreu e foi enterrado com pompa e solenidade.




TEMÁTICA:


A  temática gira em torno da  loucura e a sanidade mental. Mas a conclusão que se chega ao final é surpreendente, ele cita da cultura clássica até as culturas modernas. Para alguns especialistas, trata-se de uma novela, outros o consideram um conto.


Aluna: Ludmilla Pereira  turma:2006
RESUMO:



Nome: Camila Parrera Moura    N°: 10     Turma: 2006

                              
                                                             Resumo do Livro




   Simão Bacamarte é um médico que decidiu seguir o caminho da psiquiatria e começa a estudar a loucura e seus graus, classificando - as.
   
 Ele funda a Casa Verde, um hospício na vila de Itaguaí.
 Passa a internar todas as pessoas da cidade que ele acha que são loucas; o vaidoso, o bajulador, a supersticiosa, a indecisa etc. 


 Costa, rapaz esbanjador que desperdiçou seus bens em empréstimos infelizes, foi preso como louco.


 A tia de Costa que intercedeu pelo sobrinho também foi presa. 

  
 Que também acontece com o poeta Martim Brito, internado por que se referiu ao Marquês de Pombal como o dragão aspérrimo do Nada. 


Nem D. Evarista, esposa do Alienista escapou. Indecisa não sabia se ia em uma festa com o colar de granada ou o de safira. 


 O boticário, os inocentes especialistas em enigmas e charadas, todos eram loucos. 


No começo a vila de Itaguaí gostou da ideia do Alienista, mas os exageros dele ocasionaram um tumulto, a rebelião das canjicas, liderados pelo barbeiro Porfírio. 


 Porfírio acaba vencendo mas em seguida entende a necessidade da Casa Verde e alia-se a Simão Bacamarte. 


  Acontece uma intervenção militar e os rebeldes são também presos no hospício e o alienista recupera seu respeito. 


 Só que Simão Bacamarte chega á conclusão de que quatro quintos da população internada eram casos a repensar. 


 Ele chega a conclusão de que ele mesmo é o único normal e se enterna na Casa Verde, onde moreeu dezessete meses depois.


 Apesar do boato de que ele seria o único louco de Itaguaí, ele recebeu honras póstumas.



                                                    
                                           Qual é a temática do texto?



                                     O assunto principal do texto é a loucura.





                                           Comente sobre a temática do texto.


        
      Eu achei bem interessante a temática do livro pelo fato de que ele achava todo mundo louco e no fim do texto todo mundo considerava ele louco. 
                                                         O Alienista - 


aluna: Dayane Sigmaringa da Cruz Góes

                                     ~~   Resumo   ~~

   As  crônicas  da  vila  de  Itaguaí  dizem  que  em  tempos  remotos  vivera  ali 
um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o 
maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas. Estudara em 
Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil, não 
podendo el-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra, regendo a 
universidade, ou em Lisboa, expedindo os negócios da monarquia. Aos quarenta anos casou com D. 
Evarista da Costa e Mascarenhas, senhora de vinte e cinco anos, viúva 
de um juiz de fora, e não bonita nem simpática. D. Evarista mentiu às esperanças do Dr. Bacamarte, não lhe deu filhos 
robustos nem mofinos. A índole natural da ciência é a longanimidade; o 
nosso médico esperou três anos, depois quatro, depois cinco. Ao cabo 
desse tempo fez um estudo profundo da matéria, releu todos os 
escritores árabes e outros, que trouxera para Itaguaí, enviou consultas 
às universidades italianas e alemãs, e acabou por aconselhar à mulher 
um regímen alimentício especial.A Casa Verde foi o nome dado ao asilo, por alusão à cor das janelas, 
que pela primeira vez apareciam verdes em Itaguaí. Inaugurou-se com 
imensa pompa; de todas as vilas e povoações próximas, e até remotas, 
e da própria cidade do Rio de Janeiro, correu gente para assistir às 
cerimônias, que duraram sete dias. Muitos dementes já estavam 
recolhidos; e os parentes tiveram ocasião de ver o carinho paternal e a 
caridade cristã com que eles iam ser tratados. D. Evarista, 
contentíssima com a glória do marido, vestiu-se luxuosamente, cobriuse de jóias, flores e sedas. Ela foi uma verdadeira rainha naqueles dias 
memoráveis; ninguém deixou de ir visitá-la duas e três vezes, apesar 
dos costumes caseiros e recatados do século.
Três dias depois, numa expansão íntima com o boticário Crispim Soares, 
desvendou o alienista o mistério do seu coração. Os loucos por amor eram três ou quatro, mas só dois espantavam pelo 
curioso do delírio. O primeiro, um Falcão, rapaz de vinte e cinco anos, 
supunha-se estrela-d’alva, abria os braços e alargava as pernas, para 
dar-lhes certa feição de raios, e ficava assim horas esquecidas a 
perguntar se o sol já tinha saído para ele recolher-se. O outro andava 
sempre, sempre, sempre, à roda das salas ou do pátio, ao longo dos 
corredores, à procura do fim do mundo. Era um desgraçado, a quem a 
mulher deixou por seguir um peralvilho.Outro da mesma espécie era um escrivão, que se vendia por mordomo 
do rei; outro era um boiadeiro de Minas, cuja mania era distribuir 
boiadas a toda a gente, dava trezentas cabeças a um, seiscentas a 
outro, mil e duzentas a outro, e não acabava mais.Que, na verdade, a paciência do alienista era ainda mais extraordinária 
do que todas as manias hospedadas na Casa Verde; nada menos que 
assombrosa. Simão Bacamarte começou por organizar um pessoal de 
administração; e, aceitando essa idéia ao boticário Crispim Soares, 
aceitou-lhe também dois sobrinhos, a quem incumbiu da execução de 
um regimento que lhes deu, aprovado pela Câmara, da distribuição da 
comida e da roupa, e assim também da escrita.
Ilustre dama, no fim de dois meses, achou-se a mais desgraçada das 
mulheres: caiu em profunda melancolia, ficou amarela, magra, comia 
pouco e suspirava a cada canto.Três meses depois efetuava-se a jornada. D. Evarista, a tia, a mulher do 
boticário, um sobrinho deste, um padre que o alienista conhecera em 
Lisboa, e que de aventura achava-se em Itaguaí cinco ou seis pajens, 
quatro mucamas, tal foi a comitiva que a população viu dali sair em 
certa manhã do mês de maio. As despedidas foram tristes para todos, 
menos para o alienista.Quanto à idéia de ampliar 0 território da loucura, achou-a 0 boticário 
extravagante; mas a modéstia, principal adorno de seu espírito, não lhe 
sofreu confessar outra coisa além de um nobre entusiasmo; declarou-a 
sublime e verdadeira, e acrescentou que era "caso de matraca". Esta 
expressão não tem equivalente no estilo moderno.
Quatro dias depois, a população de Itaguaí ouviu consternada a notícia 
de que um certo Costa fora recolhido à Casa Verde. Costa era um dos cidadãos mais estimados de Itaguaí, Herdara 
quatrocentos mil cruzados em boa moeda de El-rei Dom João V, dinheiro 
cuja renda bastava, segundo lhe declarou 0 tio no testamento, para 
viver "até o fim do mundo". Tão depressa recolheu a herança, como 
entrou a dividi-la em empréstimos, sem usura, mil cruzados a um, dois 
mil a outro, trezentos a este, oitocentos àquele, a tal ponto que, no fim 
de cinco anos, estava sem nada.A irritação dos agitadores foi enorme. O barbeiro declarou que iam dali 
levantar a bandeira da rebelião e destruir a Casa Verde; que Itaguaí não 
podia continuar a servir de cadáver aos estudos e experiências de um 
déspota; que muitas pessoas estimáveis e algumas distintas, outras 
humildes mas dignas de apreço, jaziam nos cubículos da Casa Verde; 
que o despotismo científico do alienista complicava-se do espírito de 
ganância, visto que os loucos ou supostos tais não eram tratados de 
graça: as famílias e em falta delas a Câmara pagavam ao alienista.
Chegados os dragões em frente aos Canjicas houve um instante de 
estupefação.Não se demorou o alienista em receber o barbeiro; declarou-lhe que não 
tinha meios de resistir, e portanto estava prestes a obedecer. Só uma 
coisa pedia, é que o não constrangesse a assistir pessoalmente à 
destruição da Casa Verde. 
Dentro de cinco dias, o alienista meteu na Casa Verde cerca de 
cinqüenta aclamadores do novo governo. O povo indignou-se. O 
governo, atarantado, não sabia reagir.Apagaram-se as luminárias, reconstituíram-se as famílias, tudo parecia 
reposto nos antigos eixos. Reinava a ordem, a Câmara exercia outra vez 
o governo sem nenhuma pressão externa; o presidente e o vereador 
Freitas tornaram aos seus lugares.Era a vez da terapêutica. Simão Bacamarte, ativo e sagaz em descobrir 
enfermos, excedeu-se ainda na diligência e penetração com que 
principiou a tratá-los. Neste ponto todos os cronistas estão de pleno 
acordo: o ilustre alienista faz curas pasmosas, que excitaram a mais 
viva admiração em Itaguaí. Com efeito, era difícil imaginar mais racional sistema terapêutico. 
Estando os loucos divididos por classes, segundo a perfeição moral que 
em cada um deles excedia às outras, Simão Bacamarte cuidou em 
atacar de frente a qualidade predominante.No fim de cinco meses e meio estava vazia a Casa Verde; todos 
curados! O vereador Galvão, tão cruelmente afligido de moderação e 
eqüidade, teve a felicidade de perder um tio; digo felicidade, porque o 
tio deixou um testamento ambíguo, e ele obteve uma boa interpretação 
corrompendo os juízes e embaçando os outros herdeiros.Simão Bacamarte advertiu que, ainda quando não fosse verdadeira a 
acusação contida nestas palavras, bastavam elas para mostrar que a 
excelente senhora estava enfim restituída ao perfeito desequilíbrio das 
faculdades; e prontamente lhe deu alta.Mas o ilustre médico, com os olhos acesos da convicção científica, 
trancou os ouvidos à saudade da mulher, e brandamente a repeliu. 
Fechada a porta da Casa Verde, entregou-se ao estudo e à cura de si 
mesmo. Dizem os cronistas que ele morreu dali a dezessete meses no 
mesmo estado em que entrou, sem ter podido alcançar nada. Alguns 
chegam ao ponto de conjeturar que nunca houve outro louco além dele 
em Itaguaí mas esta opinião fundada em um boato que correu desde 
que o alienista expirou, não tem outra prova senão o boato; e boato 
duvidoso, pois é atribuído ao Padre Lopes. que com tanto fogo realçara 
as  qualidades  do  grande  homem.  Seja  como  for,  efetuou-se  o  enterro 
com muita pompa e rara solenidade. 


                                           ~~TEMÁTICA~~
          A temática do livro é a loucura, onde há uma eterna reflexão sobre a insanidade e a razão.  No conto “O Alienista” tem uma função importante e representativa, observa-se por seu intermédio, os objetivos dos personagens centrais Simão Bacamarte, D. Evarista e também de um “louco” da Casa Verde, que têm medo de falar porque as estrelas cairiam; outro sujeito que se chamava João de Deus, acreditava ser Deus João, e prometia o reino dos céus para quem o adorasse.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

                                        Resumo da Obra                                         

Obra : O Alienista
Autor : Machado de Assis
Dr. Simão Bacamarte, casado com apática senhoura, consegue da Câmara de Vereadores de Itaguaí, verba para fundar a “Casa de Orates”, ou “Casa Verde”, um hospício onde o sinistro e empertigado médico resolve estudar os limites entre a razão e a loucura, convencendo as autoridades e a população de que estudar este mal era tendência na Europa. Fica então a cidade à revelia deste homem que resolve, por sua conta e risco, julgar quais eram os loucos da cidade e quais os sãos.
Vai internando, um a um, os verdadeiramente doentes que até então eram tratados e cuidados em casa pelos familiares. Aos poucos Simão Bacamarte, num surto surpreendente, resolve que os honestos e os justos eram também loucos. Chega ao ponto de internar quase toda a cidade. Na medida em que vai analisando suas teorias, vai alterando o tratamento dispensado aos pacientes.
Mas a cidade já está desconfiada do médico insano, assim, a reação não tarda e uma revolução armada e liderada pelo ambicioso barbeiro Porfírio que irá contestar o médico que, acuado, toma resolução inusitada, surpreendente. Porfírio acaba vitorioso, mas em seguida compreende a necessidade da Casa Verde e alia-se a Simão Bacamarte.
A sociedade se rebela novamente e eis que aparece outro barbeiro, e toma novamente o poder mas  que após a intervenção direta da Coroa, as sublevações são contidas e os poderes constituídos voltam à normalidade. Bacamarte, entretanto, muda seus conceitos e solta todos os loucos e adota critérios inversos para a caracterização da loucura: os loucos agora são os leais, os justos, os honestos e os que não apresentam qualquer desvio de caráter. A terapêutica para esses casos de loucura consistia em fazer desaparecer de seus pacientes as “virtudes”, o que o Dr. Simão Bacamarte consegue com certa facilidade.
Em um final apoteótico, o médico tranca-se na Casa Verde, onde morre alguns meses depois e é enterrado com pompa e rara circunstância. Todas as respostas, se existiram, vão para o túmulo com o mestre da loucura.
                                        Temática da Obra                                         
O autor lembra a relatividade das coisas e, principalmente, da alma humana, através do tema subjacente do homo absurdus, descreve momentos trágicos e analisa o procedimento humano mostrando a impossibilidade do transcorrer normal da vida porque ela é absurda por natureza. O movimento do querer (essência humana) gera a angústia e a dor, que somente serão superados por aqueles que estão além da razão.
Nesse conto, Machado de Assis dá ênfase especial ao questionamento do tema LOUCURA, o que é e o que ela significa, satirizando a filosofia, a atividade mental, por meio de uma personagem que se suicida mentalmente, recolhendo-se ao hospício, ao ver a inutilidade e a falência de seu raciocínio; faz desaparecer os limites entre ela e a razão, porém, não menosprezando, outras subestórias de relevância: CIÊNCIA E PODER, sendo possível todas andarem paralelamente num mundo verbal precioso e a abundância de detalhes.
                                               Críticas                                                
Em O alienista o escritor nos propõe o problema da fixação de fronteiras entre o normal e o anormal da mente humana. Traçando uma linha rígida de procedimento profissional, o médico Simão Bacamarte aparece como símbolo de uma ciência fria, toda baseada na razão, fechada e sem frestas para a intuição ou a poesia, como caminho de conhecimento. Trata-se de um conto um tanto longo, estruturado em treze capítulo, e quanto à montagem, é interessante observar que Machado de Assis se fundamenta em possíveis "crônicas". 

O Alienista – Joyce Rodrigues.

Resumo:
Simão Bacamarte é o protagonista, médico conceituado em Portugal e na Espanha, decide seguir  pelo campo da psiquiatria e inicia um estudo sobre a loucura e seus graus, classificando-os. Instalou-se em Itaguaí, onde funda a Casa Verde, um hospício, e abastece-o de cobaias humanas para as suas pesquisas. Passa a internar todas as pessoas da cidade que ele julgue loucas; o vaidoso, o bajulador, a supersticiosa, a indecisa, etc. Costa, rapaz que dissipou seus bens em empréstimos infelizes, foi preso por mentecapto. A prima de Costa que intercedeu pelo sobrinho também foi trancafiada. O mesmo acontece com o poeta Martim Brito, amante das metáforas, internado por que se referiu ao Marquês de Pombal como o dragão aspérrimo do Nada. Nem D. Evarista, esposa do Alienista escapou: indecisa entre ir a uma festa com o colar de granada ou o de safira. O boticário, os inocentes aficionados em enigmas e charadas, todos eram loucos. No começo a vila de Itaguaí aplaudiu a atuação do Alienista, mas os exageros de Simão Bacamarte ocasionaram um motim popular, a rebelião das canjicas, liderados pelo ambicioso barbeiro Porfírio. Porfírio acaba vitorioso, mas em seguida compreende a necessidade da Casa Verde e alia-se a Simão Bacamarte. Há uma intervenção militar e os revoltosos são trancafiados no hospício e o alienista recupera seu prestígio. Entretanto Simão Bacamarte chega à conclusão de que quatro quintos da população internada eram casos a repensar. Inverte o critério de reclusão psiquiátrico e recolhe a minoria: os simples, os leais, os desprendidos e os sinceros. O alienista, contudo, imbuído de seu rigor científico percebe que os germes do desequilíbrio prosperam porque já estavam latentes em todos. Analisando bem, Bacamarte verifica que ele próprio é o único sadio e reto. Por isso o sábio internou-se no casarão da Casa Verde, onde morreu dezessete meses depois. Apesar do boato de que ele seria o único louco de Itaguaí, recebeu honras póstumas.

Temática:
A loucura é a temática do  livro, que nos leva a uma reflexão sobre os limites entre a insanidade e a razão. É considerado como o primeiro romance brasileiro do movimento realista. Para alguns especialistas, trata-se de uma novela, outros o consideram um conto. A maioria dos críticos porém, considera a obra um conto mais longo, por causa da sua estrutura narrativa.
Aluna: Joyce Rodrigues de Oliveira  45


                                                                                                                                                                

O ALIENISTA

RESUMO.
  Simão Bacamarte é o perssonagen principal, médico importante em Portugal e na Espanha, decide disviou-se pelo campo da psiquiatria e inicia um estudo sobre a loucura.Funda a Casa Verde, um hospício na vila de Itaguaí onde usava cobaias humanas,passa a botar no hospicio todas as pessoas que ele achava que eram loucas.
       Costa, rapaz pródigo que dissipou seus bens em empréstimos infelizes, foi preso por mentecapto. A prima de Costa que deus apoio ao sobrinho também foi trancafiada. A mesma coisa acontece com o poeta Martim Brito', amante das metáforas, internado por que ofendeu o Marquês de Pombal como o dragão aspérrimo do Nada. Nem D. Evarista, esposa do Alienista conseguiu escapar. O boticário, os inocentes aficionados em enigmas e en charadas, todos eram loucos. No começo todo o pessoal da vila de Itaguaí aplaudiu a atuação do Alienista, mas os exageros de Simão Bacamarte fez com que  houvesse um motim popular, a rebelião das canjicas, liderados por barbeiro Porfírio. Porfírio acaba vitorioso, mas em seguida compreende a necessidade da Casa Verde e junta-se a Simão Bacamarte. Há uma intervenção militar e os revoltosos são trancafiados no hospício e o alienista recupera seu prestígio. Entretanto Simão Bacamarte chega à conclusão de que quatro quintos da população internada eram casos a repensar. Inverte o critério de reclusão psiquiátrico e recolhe a minoria: os simples, os leais, os desprendidos e os sinceros. O alienista, contudo, imbuído de seu rigor científico percebe que os germes do desequilíbrio prosperam porque já estavam latentes em todos. Analisando bem, Bacamarte verifica que ele próprio é o único sadio e reto. Por isso o sábio internou-se no casarão da Casa Verde, onde morreu dezessete meses depois. Apesar do boato de que ele seria o único louco de Itaguaí, recebeu honras e póstumas.

 TEMATICA.
           A loucura é a temática deste livro, onde  conduz o leitor a uma eterna reflexão sobre os limites entre a insanidade e a razão; o poder da palavra, a loucura da ciência e as relações estabelecidas na sociedade do período. O texto questiona o poder das teorias científicas evolucionistas, positivistas e sócio-darwinistas trazidas da Europa que, naquele momento, indicariam as respostas para todos os males daquela civilização em busca do progresso
CRÍTICA
           O alienista e como uma novela o grande numeros de paginas,a loucura que e a principal tematica do conto,a ciência,a sociedade mostra todo um contesto sobre oque o conto quer mostra atravez da reflexão so bre a razão o poder que tem a palavra e todas as teorias que no conto são mostradas.

O Alienista - Bruna Souza

-RESUMO
   As  crônicas  da  vila  de  Itaguaí  dizem  que  em  tempos  remotos  vivera  ali 
um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o 
maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas. Estudara em 
Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil, não 
podendo el-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra, regendo a 
universidade, ou em Lisboa, expedindo os negócios da monarquia. Aos quarenta anos casou com D. 
Evarista da Costa e Mascarenhas, senhora de vinte e cinco anos, viúva 
de um juiz de fora, e não bonita nem simpática. D. Evarista mentiu às esperanças do Dr. Bacamarte, não lhe deu filhos 
robustos nem mofinos. A índole natural da ciência é a longanimidade; o 
nosso médico esperou três anos, depois quatro, depois cinco. Ao cabo 
desse tempo fez um estudo profundo da matéria, releu todos os 
escritores árabes e outros, que trouxera para Itaguaí, enviou consultas 
às universidades italianas e alemãs, e acabou por aconselhar à mulher 
um regímen alimentício especial.A Casa Verde foi o nome dado ao asilo, por alusão à cor das janelas, 
que pela primeira vez apareciam verdes em Itaguaí. Inaugurou-se com 
imensa pompa; de todas as vilas e povoações próximas, e até remotas, 
e da própria cidade do Rio de Janeiro, correu gente para assistir às 
cerimônias, que duraram sete dias. Muitos dementes já estavam 
recolhidos; e os parentes tiveram ocasião de ver o carinho paternal e a 
caridade cristã com que eles iam ser tratados. D. Evarista, 
contentíssima com a glória do marido, vestiu-se luxuosamente, cobriuse de jóias, flores e sedas. Ela foi uma verdadeira rainha naqueles dias 
memoráveis; ninguém deixou de ir visitá-la duas e três vezes, apesar 
dos costumes caseiros e recatados do século.
Três dias depois, numa expansão íntima com o boticário Crispim Soares, 
desvendou o alienista o mistério do seu coração. Os loucos por amor eram três ou quatro, mas só dois espantavam pelo 
curioso do delírio. O primeiro, um Falcão, rapaz de vinte e cinco anos, 
supunha-se estrela-d’alva, abria os braços e alargava as pernas, para 
dar-lhes certa feição de raios, e ficava assim horas esquecidas a 
perguntar se o sol já tinha saído para ele recolher-se. O outro andava 
sempre, sempre, sempre, à roda das salas ou do pátio, ao longo dos 
corredores, à procura do fim do mundo. Era um desgraçado, a quem a 
mulher deixou por seguir um peralvilho.Outro da mesma espécie era um escrivão, que se vendia por mordomo 
do rei; outro era um boiadeiro de Minas, cuja mania era distribuir 
boiadas a toda a gente, dava trezentas cabeças a um, seiscentas a 
outro, mil e duzentas a outro, e não acabava mais.Que, na verdade, a paciência do alienista era ainda mais extraordinária 
do que todas as manias hospedadas na Casa Verde; nada menos que 
assombrosa. Simão Bacamarte começou por organizar um pessoal de 
administração; e, aceitando essa idéia ao boticário Crispim Soares, 
aceitou-lhe também dois sobrinhos, a quem incumbiu da execução de 
um regimento que lhes deu, aprovado pela Câmara, da distribuição da 
comida e da roupa, e assim também da escrita.
Ilustre dama, no fim de dois meses, achou-se a mais desgraçada das 
mulheres: caiu em profunda melancolia, ficou amarela, magra, comia 
pouco e suspirava a cada canto.Três meses depois efetuava-se a jornada. D. Evarista, a tia, a mulher do 
boticário, um sobrinho deste, um padre que o alienista conhecera em 
Lisboa, e que de aventura achava-se em Itaguaí cinco ou seis pajens, 
quatro mucamas, tal foi a comitiva que a população viu dali sair em 
certa manhã do mês de maio. As despedidas foram tristes para todos, 
menos para o alienista.Quanto à idéia de ampliar 0 território da loucura, achou-a 0 boticário 
extravagante; mas a modéstia, principal adorno de seu espírito, não lhe 
sofreu confessar outra coisa além de um nobre entusiasmo; declarou-a 
sublime e verdadeira, e acrescentou que era "caso de matraca". Esta 
expressão não tem equivalente no estilo moderno.
Quatro dias depois, a população de Itaguaí ouviu consternada a notícia 
de que um certo Costa fora recolhido à Casa Verde. Costa era um dos cidadãos mais estimados de Itaguaí, Herdara 
quatrocentos mil cruzados em boa moeda de El-rei Dom João V, dinheiro 
cuja renda bastava, segundo lhe declarou 0 tio no testamento, para 
viver "até o fim do mundo". Tão depressa recolheu a herança, como 
entrou a dividi-la em empréstimos, sem usura, mil cruzados a um, dois 
mil a outro, trezentos a este, oitocentos àquele, a tal ponto que, no fim 
de cinco anos, estava sem nada.A irritação dos agitadores foi enorme. O barbeiro declarou que iam dali 
levantar a bandeira da rebelião e destruir a Casa Verde; que Itaguaí não 
podia continuar a servir de cadáver aos estudos e experiências de um 
déspota; que muitas pessoas estimáveis e algumas distintas, outras 
humildes mas dignas de apreço, jaziam nos cubículos da Casa Verde; 
que o despotismo científico do alienista complicava-se do espírito de 
ganância, visto que os loucos ou supostos tais não eram tratados de 
graça: as famílias e em falta delas a Câmara pagavam ao alienista.
Chegados os dragões em frente aos Canjicas houve um instante de 
estupefação.Não se demorou o alienista em receber o barbeiro; declarou-lhe que não 
tinha meios de resistir, e portanto estava prestes a obedecer. Só uma 
coisa pedia, é que o não constrangesse a assistir pessoalmente à 
destruição da Casa Verde. 
Dentro de cinco dias, o alienista meteu na Casa Verde cerca de 
cinqüenta aclamadores do novo governo. O povo indignou-se. O 
governo, atarantado, não sabia reagir.Apagaram-se as luminárias, reconstituíram-se as famílias, tudo parecia 
reposto nos antigos eixos. Reinava a ordem, a Câmara exercia outra vez 
o governo sem nenhuma pressão externa; o presidente e o vereador 
Freitas tornaram aos seus lugares.Era a vez da terapêutica. Simão Bacamarte, ativo e sagaz em descobrir 
enfermos, excedeu-se ainda na diligência e penetração com que 
principiou a tratá-los. Neste ponto todos os cronistas estão de pleno 
acordo: o ilustre alienista faz curas pasmosas, que excitaram a mais 
viva admiração em Itaguaí. Com efeito, era difícil imaginar mais racional sistema terapêutico. 
Estando os loucos divididos por classes, segundo a perfeição moral que 
em cada um deles excedia às outras, Simão Bacamarte cuidou em 
atacar de frente a qualidade predominante.No fim de cinco meses e meio estava vazia a Casa Verde; todos 
curados! O vereador Galvão, tão cruelmente afligido de moderação e 
eqüidade, teve a felicidade de perder um tio; digo felicidade, porque o 
tio deixou um testamento ambíguo, e ele obteve uma boa interpretação 
corrompendo os juízes e embaçando os outros herdeiros.Simão Bacamarte advertiu que, ainda quando não fosse verdadeira a 
acusação contida nestas palavras, bastavam elas para mostrar que a 
excelente senhora estava enfim restituída ao perfeito desequilíbrio das 
faculdades; e prontamente lhe deu alta.Mas o ilustre médico, com os olhos acesos da convicção científica, 
trancou os ouvidos à saudade da mulher, e brandamente a repeliu. 
Fechada a porta da Casa Verde, entregou-se ao estudo e à cura de si 
mesmo. Dizem os cronistas que ele morreu dali a dezessete meses no 
mesmo estado em que entrou, sem ter podido alcançar nada. Alguns 
chegam ao ponto de conjeturar que nunca houve outro louco além dele 
em Itaguaí mas esta opinião fundada em um boato que correu desde 
que o alienista expirou, não tem outra prova senão o boato; e boato 
duvidoso, pois é atribuído ao Padre Lopes. que com tanto fogo realçara 
as  qualidades  do  grande  homem.  Seja  como  for,  efetuou-se  o  enterro 
com muita pompa e rara solenidade. 


- TEMÁTICA
          A loucura é a temática do livro, onde  nos conduz a uma eterna reflexão sobre a insanidade e a razão. A palavra, no conto “O Alienista” tem uma função importante e representativa, observa-se por seu intermédio, os objetivos das personagens centrais Simão Bacamarte, D. Evarista e também de um “louco” da Casa Verde, que têm medo de falar porque as estrelas cairiam; outro sujeito que se chamava João de Deus, acreditava ser Deus João, e prometia o reino dos céus para quem o adorasse.


Aluna:Bruna Souza    N°:08

O Alienista. - Felipe Rodrigues

Resumo:

Simão Bacamarte é o protagonista, médico conceituado em Portugal e na Espanha, decide enveredar-se pelo campo da psiquiatria e inicia um estudo sobre a loucura e seus graus, classificando-os. Instalou-se em Itaguaí, onde funda a Casa Verde, um hospício, e abastece-o de cobaias humanas para as suas pesquisas. Passa a internar todas as pessoas da cidade que ele julgue loucas; o vaidoso, o bajulador, a supersticiosa, a indecisa, etc. Costa, rapaz pródigo que dissipou seus bens em empréstimos infelizes, foi preso por mentecapto. A prima de Costa que intercedeu pelo sobrinho também foi trancafiada. O mesmo acontece com o poeta Martim Brito, amante das metáforas, internado por que se referiu ao Marquês de Pombal como o dragão aspérrimo do Nada. Nem D. Evarista, esposa do Alienista escapou: indecisa entre ir a uma festa com o colar de granada ou o de safira. O boticário, os inocentes aficionados em enigmas e charadas, todos eram loucos. No começo a vila de Itaguaí aplaudiu a atuação do Alienista, mas os exageros de Simão Bacamarte ocasionaram um motim popular, a rebelião das canjicas, liderados pelo ambicioso barbeiro Porfírio. Porfírio acaba vitorioso, mas em seguida compreende a necessidade da Casa Verde e alia-se a Simão Bacamarte. Há uma intervenção militar e os revoltosos são trancafiados no hospício e o alienista recupera seu prestígio. Entretanto Simão Bacamarte chega à conclusão de que quatro quintos da população internada eram casos a repensar. Inverte o critério de reclusão psiquiátrico e recolhe a minoria: os simples, os leais, os desprendidos e os sinceros. O alienista, contudo, imbuído de seu rigor científico percebe que os germes do desequilíbrio prosperam porque já estavam latentes em todos. Analisando bem, Bacamarte verifica que ele próprio é o único sadio e reto. Por isso o sábio internou-se no casarão da Casa Verde, onde morreu dezessete meses depois. Apesar do boato de que ele seria o único louco de Itaguaí, recebeu honras póstumas.


Temática:

A temática central conduz o leitor a uma eterna reflexão sobre os limites entre a insanidade e a razão; o poder da palavra, a loucura da ciência e as relações estabelecidas na sociedade do período. Neste caso, ao utilizar a questão da loucura enquanto uma alegoria, o conto machadiano encerra novas possibilidades de estudo, por ser um relato que apresenta ao leitor os rituais de subserviência, bajulação e clientelismo presentes no Brasil em finais do século XIX. Em contrapartida, o texto questiona o poder das teorias científicas evolucionistas, positivistas e sócio-darwinistas trazidas da Europa que, neste momento histórico, indicariam as respostas para todos os males desta civilização em busca do progresso.


Aluno: Felipe Rodrigues B. Januário - Nº 17.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O Alienista. - Luana Sodré.

RESUMO: 
O Dr. Simão Bacamarte, depois de estudar por algum tempo no continente europeu, ele retorna a sua terra natal e tenta implantar conhecimentos psiquiátricos que supostamente teria adquirido nesta sua experiência no exterior. O Doutor monta, em Itaguaí, um hospício, a Casa Verde, onde pretende executar seus projetos científicos. A idéia fixa de Simão – através da práxis distinguir as fronteiras entre a razão e a loucura, alegando que assim estaria contribuindo para o progresso da Ciência , é um instrumento machadiano para ironizar o Cientificismo então em voga. Simão Bacamarte obtém junto à Câmara de Vereadores de Itaguaí, ao exibir os atributos conquistados na Europa, insistindo que irá desenvolver um trabalho similar ao realizado no continente europeu, o consentimento para realizar as experiências desejadas em uma instituição fundada com este objetivo, a Casa Verde. Aos poucos ele vai internando os enfermos mentais que eram tratados em suas próprias residências, os quais valem como objetos para fins experimentais.
Logo ele passa a isolar os que antes eram considerados normais, mas que, ao desenvolver suas pesquisas, ele passa a considerar como insanos – o vaidoso, o lisonjeador, o místico, o inseguro, entre outros. Gradualmente ele vai dominando a cidade e seus moradores, determinando quem está no grau da normalidade e quem se enquadra na categoria dos loucos.
Em pouco tempo quase todos os seus conterrâneos estão internados, nem a própria esposa do médico é poupada, o que passa a gerar entre os residentes de Itaguaí, que a princípio o apoiavam, uma revolta crescente, conhecida como a Rebelião das Canjicas, comandada pelo barbeiro Porfírio. Esta insurreição alcança a vitória, mas seu líder acaba se arrependendo e se unindo a Simão.
O médico exige a presença de um interventor militar e os rebeldes são presos na Casa Verde. Desta forma Simão resgata sua imagem, enquanto simultaneamente revê sua decisão e passa a reavaliar vários de seus pacientes. Ele modifica seus critérios para o diagnóstico da loucura e mantém recluso um pequeno grupo, composto pelos mais virtuosos. Concluindo, porém, que é o único não contaminado pelas imperfeições humanas, ele libera todos e se isola em seu próprio hospício, onde morre
dezessete meses depois

TEMÁTICA: 
A loucura é a temática deste livro, onde  conduz o leitor a uma eterna reflexão sobre os limites entre a insanidade e a razão; o poder da palavra, a loucura da ciência e as relações estabelecidas na sociedade do período. O texto questiona o poder das teorias científicas evolucionistas, positivistas e sócio-darwinistas trazidas da Europa que, naquele momento, indicariam as respostas para todos os males daquela civilização em busca do progresso.

Aluna: Luana Sodré - nº:27

O Alienista

Temática :
A loucura é o tema deste livro, em que o autor satiriza a crença nos poderes ilimitados da ciência
. Para muitos, é considerado como o primeiro romance brasileiro do movimento realista.O Alienista é uma célebre obra literária do escritor brasileiro Machado de Assis. Para alguns especialistas, trata-se de uma novela, outros o consideram um conto. A maioria dos críticos porém, considera a obra um conto mais longo, por causa da sua estrutura narrativa.

Resumo :
O Doutor Simão Bacamarte, cientista de nomeada, monta, em Itaguaí, um hospício, a Casa Verde, onde pretende executar seus projetos científicos. Pretende separar o reino da loucura do reino do perfeito juízo, mas a confusão em que ambas se misturam acaba aborrecendo o Doutor, que, para levar a efeito a seleção dos loucos, tem que saber o que é a normalidade. Assim, qualquer desvio do que era o comportamento médio, a aparência pública, qualquer movimento interior, que diferisse da norma da maioria era objeto de internação. O hospício é a Casa do Poder, e Machado de Assis sabia disso muito antes da antipsiquiatria de Lacan e das teses de Foucould. No início, o projeto do Dr. Simão Bacamarte é bem recebido pela população de Itaguaí, mas a aprovação cessa quando o médico passa a recolher na Casa Verde, pessoas em cuja loucura a população não acredita. O barbeiro Porfírio lidera uma rebelião contra o hospício que é sufocada. Numa primeira etapa, são internados os que, embora manifestassem hábitos ou atitudes discutíveis, eram tolerados pela sociedade: os politicamente volúveis, os sem opiniões próprias, os mentirosos, os falastrões, os poetas que viviam escrevendo versos empolados, os vaidosos, etc. Para pasmo geral dos habitantes de ltaguaí, Simão Bacamarte, um dia, solta todos os recolhidos no hospício e adota critérios inversos para a caracterização da loucura :
Os loucos agora são os leais, os justos, os honestos etc. A terapêutica para esses casos de loucura consistia em fazer desaparecer de seus pacientes as "virtudes", o que o Dr. Simão Bacamarte consegue com certa facilidade. Declara curados todos os loucos, solta-os todos e, reconhecendo-se como o único louco irremediável, o médico tranca-se na Casa Verde, onde morre alguns meses depois.

Aluna: Caroline Faitanin N°: 11 Turma: 2006

domingo, 11 de setembro de 2011

O Alienista

Resumo

Simão Bacamarte é o portagonista, médico que tem uma grande reputação por Portugal e Espanha, resolve envolver - se pelo campo da psiquiatria, iniciando um estudo sobre a loucucar e classificandos cada grau da laoucura. Funda um hospício na vila de Itaguaí e abastece-o de cobais humanas. Comece a internar qualquer pessoa da cidade que em seu julgamente são loucas; o vaidoso, o bajulador, a supersticiosa, a indecisa etc. Costa, rapaz gastador que acabou com seus bens em empréstimos mal sucessididos, foi preso por loucura. A tia de Costa que intercedeu pelo sobrinho também foi presa. O mesmo acontece com o poeta Martim Brito, amante das metáforas, internado por que se referiu ao Marquês de Pombal como o dragão aspérrimo do Nada. O Alienista também prendeu D. Evarista (sua esposa) por não saber com que colar ir a uma festa. Todos eram loucos. No começo a vila de Itaguaí gostou a atuação do Alienista, mas tal exageros fizeram com que pessoas se rebelassem, a rebelião das cnajicas, liderados pelo barbeiro Porfírio. Potfírio acaba vitorioso mas percebe das necessidas da Casa Verde e se junta ao Simão Bacamarte. Acontece intervenção militar e os revoltosos são presos no hospício então tais rebiliões param de suceder. Entre tanto Simão Bacamarte chega á conclusão de que a mairotia da população estava presa no hospicio, e repensa seus atos. Acaba recolhendo a minoria: os simples, os leais, os desprendidos e os sinceros. No fim bacamarte julga todos loucos e elesomente o sóbrio, e acaba se internando e morrendo logo em seguida
 Tematica

A loucura é a temática do  livro, que nos leva a  pensar sobre os limites da razão e da insanidade. Considerado tb como 1º romance realista brasileiro.

Aluna: Anna Carolina L. Silva nº : 5